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AC/DC no Brasil em 2026: O retorno histórico que fez o MorumBIS tremer

Os shows realizados no Brasil em 2026 deixaram claro que, quando se trata de AC/DC, o tempo parece ter muito menos poder do que a força de um bom riff de guitarra.
Leitura: 7 min
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Imagem: Headbangers News

Depois de quase duas décadas de espera, os fãs brasileiros finalmente viveram um dos momentos mais aguardados da história recente do rock. Em 2026, a lendária banda australiana AC/DC voltou ao país com uma série de shows monumentais em São Paulo, marcando um reencontro emocionante entre o grupo e um dos públicos mais apaixonados do mundo.

As apresentações aconteceram no Estádio do MorumBIS, com ingressos esgotados e uma atmosfera que misturava nostalgia, celebração e a energia crua que sempre definiu o som da banda. Liderados por Angus Young e Brian Johnson, os músicos provaram que, mesmo após décadas de carreira, ainda conseguem entregar um espetáculo poderoso e eletrizante.

Mais do que simples shows, os concertos realizados em fevereiro e março de 2026 se tornaram verdadeiros eventos históricos para o rock no Brasil.

O retorno após quase duas décadas

A última passagem da banda pelo Brasil havia ocorrido em 2009, durante a turnê do álbum Black Ice. Desde então, fãs aguardavam ansiosamente por um novo retorno.

A espera terminou com a chegada da turnê mundial Power Up Tour, que promove o álbum Power Up, lançado em 2020. A série de shows teve início em 2024 na Europa e percorreu diversos continentes antes de chegar à América do Sul.

No Brasil, três apresentações foram confirmadas em São Paulo, nos dias 24 e 28 de fevereiro e 4 de março de 2026, todas no MorumBIS. Os ingressos se esgotaram rapidamente, demonstrando o tamanho da expectativa do público brasileiro para ver novamente a banda ao vivo.

Além do retorno da banda, os shows também contaram com a participação da banda americana The Pretty Reckless como atração de abertura, preparando o público para o espetáculo principal.

Um mar de camisetas pretas e “chifres de diabo”

Desde as primeiras horas da tarde, fãs já se concentravam nos arredores do estádio. Muitos vestiam camisetas clássicas da banda e carregavam os tradicionais “chifres de diabo” luminosos — um símbolo que virou marca registrada dos shows do AC/DC.

Quando as luzes finalmente se apagaram e a introdução do espetáculo começou, o MorumBIS se transformou em um coro coletivo de dezenas de milhares de pessoas.

A abertura aconteceu com “If You Want Blood (You’ve Got It)”, uma escolha que imediatamente incendiou o público e deu o tom da noite. A partir daí, a apresentação seguiu como uma verdadeira celebração de décadas de história do rock.

Uma sequência de clássicos que marcou gerações

O repertório dos shows foi cuidadosamente construído para equilibrar nostalgia e energia. O AC/DC apostou em um setlist recheado de hinos do rock, incluindo algumas das músicas mais icônicas da história do gênero.

Entre os momentos mais celebrados pelo público estiveram sucessos como:

“Back in Black”

“Thunderstruck”

“Hells Bells”

“Highway to Hell”

“Shoot to Thrill”

“Dirty Deeds Done Dirt Cheap”

“You Shook Me All Night Long”

O show também incluiu músicas mais recentes, como “Demon Fire” e “Shot in the Dark”, que fazem parte do álbum Power Up.

Um dos pontos altos da noite foi a execução de “Let There Be Rock”, acompanhada por um longo solo de guitarra de Angus Young, que percorreu o palco com sua energia característica.

No final do espetáculo, o tradicional bis trouxe duas músicas que praticamente funcionam como rituais nos shows da banda: “T.N.T.” e “For Those About to Rock (We Salute You)”, encerrando a noite com explosões de canhões cenográficos e aplausos ensurdecedores.

Angus Young: energia que desafia o tempo

Um dos aspectos mais comentados pelos fãs e pela crítica após os shows foi a impressionante vitalidade de Angus Young.

Vestindo seu tradicional uniforme escolar e executando suas coreografias clássicas no palco, o guitarrista demonstrou que continua sendo um dos performers mais carismáticos do rock.

Durante o solo de “Let There Be Rock”, Angus atravessou o palco, interagiu com o público e protagonizou um dos momentos mais eletrizantes da noite, provando que sua energia permanece praticamente intacta.

Brian Johnson e o poder da voz

Outro destaque foi a performance vocal de Brian Johnson.

Depois de enfrentar problemas auditivos que chegaram a afastá-lo temporariamente da banda anos atrás, o vocalista mostrou que continua em plena forma.

Seu timbre rasgado, marca registrada do AC/DC, foi recebido com entusiasmo pelo público, especialmente em músicas como “Back in Black” e “Highway to Hell”.

O público brasileiro como protagonista

Se há algo que diferencia os shows do AC/DC no Brasil é a intensidade da plateia.

Durante as apresentações, era possível ouvir o público cantando praticamente todas as músicas em coro, criando uma atmosfera que transformava o estádio em um gigantesco karaokê de rock.

Essa conexão entre banda e público sempre foi destacada pelos próprios músicos em entrevistas ao longo dos anos.

Para muitos fãs, o retorno do grupo em 2026 representou não apenas um show, mas a realização de um sonho aguardado por mais de uma década.

Um espetáculo pensado para estádios

Os shows também impressionaram pela produção visual.

O palco contou com telões gigantes, efeitos de luz sincronizados e elementos cenográficos clássicos da banda, incluindo o sino gigante usado em “Hells Bells” e os famosos canhões que encerram “For Those About to Rock”.

Essa estrutura monumental reforçou o caráter épico das apresentações e ajudou a transformar cada noite em um verdadeiro espetáculo audiovisual.

Um momento histórico para o rock no Brasil

Os três shows do AC/DC no MorumBIS rapidamente entraram para a lista de eventos marcantes da história do rock no país.

Ao longo das décadas, o estádio já recebeu apresentações memoráveis de artistas internacionais, mas poucos retornos foram tão aguardados quanto o da banda australiana.

Para muitos fãs, especialmente aqueles que não haviam conseguido assistir à banda em turnês anteriores, os shows de 2026 representaram uma oportunidade única.

O legado que continua vivo

Mesmo após mais de cinquenta anos de carreira, o AC/DC segue sendo uma das bandas mais influentes da história do rock.

Seu estilo direto, baseado em riffs poderosos, refrões explosivos e uma energia quase primitiva, continua conquistando novas gerações de fãs.

A turnê Power Up Tour reafirma justamente isso: o AC/DC não é apenas uma banda clássica — é uma instituição do rock.

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